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1.05.2010

wow .

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeca erguida e olhos adiante, com a graca de um adulto e não com a tristeza de uma crianca. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã e incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela podera ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderas fazer coisas das quais te arrependeras para o resto da vida.

Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não e o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexivel nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.

Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários ja comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.

Aprendes que nunca se deve dizer a uma crianca que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderas ser em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais ... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderiamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

William Shakespeare

3.07.2008

faz parte .

Não sei. É qualquer coisa que bate e que sorri todos os dias. Realmente, é significativa a perspectiva que eu tenho de mim. Que eu tenho de ti.
Dizem que as coisas nunca podem ser assim tão lineares. Eu também o acho. O que seria de ti e de mim e de nós sem um bocadinho de acção e de qualquer coisa que eu não sei muito bem?
Digamos que faz parte.
É.
Gosto de ver que o caminho é longo e os planos apresentam-se de sorriso rasgado no rosto. Qual lágrima inconsequente, qual choro escondido. É o sorriso. Rasgado no rosto. É o sorriso rasgado no rosto do caminho que me apresentam. Que nos apresentam.
Faz parte, não é?
(É?)
As coisas nunca parecem estar muito claras. Muito simples. Implica todo um processo moroso de desconstrução de mim. Um processo de análise (in)consciente que, no fim, acaba por ser bom. A rota agrada-me ainda mais que qualquer perspectiva que possa ter tido anteriormente. O calafrio. O se... . O nós que volta a surgir. O nós.
Faz parte!
É.
Aquela coisa que chamam de vida é mesmo assim. Especial e incerta. Gosto? Não sei...
Sei que faz parte!
É!
(Porque estou na rota do Sul. Às vezes sabem bem. Sei que não é o mesmo que outrora. Pode ser que um dia o volte a ser, no entanto, uns azimutes para Sul, rumo a Sul, nunca fizeram mal nenhum. Pelo contrário!)