8.26.2011

120 euros .

Algum dia tinha de ser. Não há argumentos que possam justificar ou tentar desculpar. Eu sei que é proibido e sei que se paga caro e sei, também, que a Guarda Nacional Republicana (que não sabe mexer em computadores e impressoras) não perdoa.

A 200m da minha casa fui apanhado a conduzir e a falar ao telemóvel. Algum dia tinha de ser... Eu sei.

Coima de 120 euros e mais 40 minutos de tempo perdido à espera que o senhor Agente conseguisse passar-me o auto no computador.

Curiosidade: Enquanto os dois agentes andavam de volta do computadorzinho deles, um senhor passou com o telemóvel na mão e eles não viram. Fiz a minha boa acção diária a alguém.

8.23.2011

cenas de uma mente conspurcada .

Ou sou eu (o que é altamente provável), ou na Everything do Michael Bublé os seguintes versos são um bocado eróticos:

You're a carousel,
You're a wishing well,
And you light me up
When you ring my bell...

Pois, se calhar sou mesmo eu que tenho uma mente conspurcada...
...my ding ding dong!

8.22.2011

tanto por dizer e eu calado .

Ultimamente tenho tido uma (gigante) vontade de falar, escrever, opinar, criticar, elogiar, entre outras coisas que envolvem a comunicação da minha parte para o mundo. Lembrei-me que ainda tenho espaço, há muito esquecido e deixado de lado, onde posso fazer tudo isso que me dá na real gana.

Vou tentar, a curto-médio prazo, fazer um refresh aqui no sítio.

Mais do que nunca, está na altura de partir para Norte. 70º Norte.

Acompanham-me? (e agora vou dormir porque amanhã ninguém trabalha por mim!)

4.04.2010

Há dias em que a vontade de sair a correr e gritar FODA-SE é tão maior que nós.

1.22.2010

quietinho, no meu sítio .

Porque é que eu não consigo estar quieto sem me meter em projectos? Depois queixo-me que não dou para tudo, no entanto, aceito o que aparece!

escstunis
Escuteiros
Teatro
O curso
.......



1.20.2010

cause after all, you do no know best .

Step one, you say "we need to talk"
He walks, you say "sit down it's just a talk"
He smiles politely back at you
You stare politely right on through
Some sort of window to your right
As he goes left and you stay right
Between the lines of fear and blame
And you begin to wonder why you came

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

Let him know that you know best
Cause after all you do know best
Try to slip past his defense
Without granting innocence
Lay down a list of what is wrong
The things you've told him all along
And pray to God he hears you
And pray to God he hears you

(...)

As he begins to raise his voice
You lower yours and grant him one last choice
Drive until you lose the road
Or break with the ones you've followed
He will do one of two things
He will admit to everything
Or he'll say he's just not the same
And you'll begin to wonder why you came

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

How to save a life . The fray
(O Watson tem sempre razão, mesmo quando não a tem)

1.17.2010

lisboetas #1

Fotografia da série Lisboetas para Atelier de Fotojornalismo

sorriso perdido, olhar ao fundo .

Com o fumo do cigarro a envolver-me e o carro da frente já com algum medo das minhas travagens bruscas visto que não é propriamente giro ter um carro a entrar pela traseira do nosso, encontro-me perdido em pensamentos. O normal numa viagem pela cidade.
O normal numa viagem por onde quer que seja.

O sorriso, esse transparece alguma inocência misturada com nostalgia e com um bocadinho de tristeza também para dar o remate final. O primeiro pensamento é um cliché. O primeiro pensamento é aquilo que todos pensamos e que escrevemos precisamente sobre isso (ou então não, mas não interessa).

As pessoas são tão interessantes. Únicas - ensinaram-me em filosofia outrora lá atrás...
As pessoas são únicas. E únicas são também as suas estórias. Encantam-me as estórias das pessoas. As que sei. As que venho a saber. As que nunca saberei. As que imagino. Encantam-me, sobretudo, as que imagino.

(Travagem brusca)

Um João qualquer encostado numa esquina. Uma mensagem no telemóvel que o deixou claramente perturbado. Isso, e todo o álcool que já tem dentro de si. Isso, e toda a incredibilidade e tristeza estampada no rosto.
O resto são ingredientes, meus e teus e nossos e vossos, que podem ser acrescentados. É uma estória, rica como qualquer outra. Única.

Olhar perdido, ao fundo.

Olho o Cais do Sodré e toda a confusão de pessoas que a esta hora descem com vista numa qualquer diversão nocturna na zona agitada. Olho o Cais do Sodré e sorrio. Olho o Cais do Sodré e as estórias que à minha volta se cruzam.

Bêbedos. Pelintras. Jovens. Velhos. Casais.
Alegria. Lágrimas. Avareza. Gargalhadas.

E o olhar, esse... Continua ao fundo.

De sorriso perdido, ainda a deambular pela imaginação, encontro-me de novo a pensar noutra estória. Desta vez, entra-me uma amiga no carro que me conta uma estória que podia figurar bem numa telenovela. Essa também rica. Única.

É. Também a minha estória, à sua maneira é rica e única. Talvez desse para um livro. Talvez não.
Esta imaginação faz-me voar e olhar ao fundo de sorriso perdido. Esta imaginação faz-me pensar que posso ser um escritor genial. Genial porque vejo o que ninguém vê e o que toda a gente vê. Genial porque, apesar de tudo, gosto de mim. Genial porque é a maneira de elevar-me o ego a mim mesmo. Genial porque tenho de acreditar que sou bom.

Genial porque tenho de disfarçar os meus defeitos. Genial porque sim. Porque eu quero.

É. De sorriso perdido e olhar ao fundo penso em ir dormir. Pensar no João que por esta hora, ainda se encontra na esquina pasmado a olhar para o telemóvel a pensar que as coisas nem sempre são o que parecem.

E eu? Afinal também não sou tão genial assim.